Está fora
De si
Por ti.
Te viu?
Subiu.
No teu?
Cresceu.
Endureceu
Salame meu..fandrade

.
fandrade
minha impressão de tidizia o amigo scottbebendo goles de fluido:estás por vezes muito atráspor vezes muito a frente- jamais concêntrico -
concentrado como genteminha impressão de tidizia o amigo scott:uma espécie de excelêntricoright on the spot!.foDa
minha cidadeé caídanada maisnada menosque a polacada minha vida.foDa
tarde da noite, me deitode olhos esbugalhados, espreitotua foto no criado-mudo, deleitocerto que me tens alto, conceito...e o coração não sabe mais se brilhaou se ofuscatamanha é a violênciada sua busca...FOdA.

FOdA.
Cérebro-torto: queimado-e-mortoFOdA.

FOdA.
PensaraorelentoMeutrabalhoéFOdA.
Se um rosto novo pintaAquele segue o rumoOutro chegaLogo trintaFOdA.
Como planando ao vento[Deitando o corpo à toaSob a sombra da cidade]Ao léu sem movimentoQuase parando o tempoFOdA.
Eu não fui feito pra nascerEu não fui feito pra viverEu não fui feito pra morrerPor algum motivoEu fui feito pra entenderQue NADA acontece comigoFOdA.
Minha almaCabe numa lapiseiraEntra pela borrachaEscoa pela ponteiraEm caudalososRios de grafiteFOdA.
Morrer é dormirSem ter hora pra acordarViverÉ sonhar acordadoTodos os diasVivo e morro ao teu ladoFOdA.
Na noite de ontemSob o céu apaixonadoPisei com minha almaOs gravetos do gramadoE entre os pinheiros desse povo mouroErgui como troféu: A pinha de ouro!FOdA.
Dia do ficoDia no LargoVoltei pra minha terraPreparar um mate amargoFOdA.
Despedida não é partidaÉ servida inteiraPara ser saboreadaAté a última mordidaFOdA.
O peso do verso na cabeçaVinha consigo de acompanhoNos últimos mesesAquele rebanhoQuando sentiu que urgia mudançaQuanta bonança há de sua vida querer?Quer rir, brancamente, sorrirDescobrir?Quer transformarO mundo a florir?Quer explodir?Nerd de merdaComo se atreve...FOdA.
Depois de tanto tempo mergulhado em tramas,libertas tua alma para o mais simples.Vais sentir o cheiro da terra no chão.Da terra que te criou e que agoradevora as entranhas do teu recomeço.FOdA.
quando eu morrer
e liberar essa carcaça
vou pedir a Deus
pra que eu nunca mais
nasça
FOdA.
Hoje, caiu um temporal.Pedrinhas de gelo detonaram meu quintal.O sol ficou puto,acabou com a festa num minuto.FOdA.
Abres, meu bem.Colocas o peito ao sol.Queimas, o leito da pele nua.Pulmão arqueado,o suave momento da sobra tua.Orbitas, alva do meu querer.Tu és a lua.FOdA.
O dia que avançaparece tudo certo -teoriza -imagina o vento perto.Bate a asabrisa, se vicia.Explode e enlouquece.Amacontinuarespira.Parafusae poesia.FOdA.
Geográfa.Se situa.Iludepiraarrasta embora.Palha-me.Será que me quer?Me enrola!FOdA.
Quase
A pausa que gere o respiro
Senta : Fita : Deita
Se perde no derreter
Fecha os olhos e desconcentra
Agoniza Tenta
E vai agora...dormiu
FOdA.
Aqui sente-se a vida conectada.Esse é o momento do planeta.Quem nos dera fosse sempre assim,perene.Se a existência se resumisse ao agoraseríamos todo o êxtase.E a fase seguinte?Declaro que ela seja apenas o mais simples.Enquanto o ar teimar em floresceressa alucinação,essa perfeita conexão.Enquanto houver a face lisa e saudávelde nosso irmão,declaro o desejo de que sejamosapenas o imaginário!FOdA.
Sabe da formalidade do caderno abertodas linhas retas da cabeça do poeta?Sabe o esvaziar do copo da bebida,na medida em que os pensamentos escapame que as frases se formamprocurando o vagar dos sentimentos?Sabe quando o barulho dos cegosguiados em plena retapenetra na porta aberta dos sentidosna pouca luzna penumbra da tua casa?Sabe que o sossego da vidapena a se estabelecerquando há muita voz que deveria ser silêncio?Isso tudo não se pode ignorar.FOdA.
Nessa vida juvenilque o guri vive de presenteveste roupas leves,diariamente.Respira o ar da relva com frequência,repetidamente.E no intervalo entre fotospasseia longe na escuridãoda beleza inesquecível das coresrevelada a cada instantepor trás da pele de seus olhos.FOdA.
Há pedras e pedregulhos
terreno acidentado e o aclive
e a vida se contorna
no movimento de cada passo
na mira da intenção
de entrarmos com a sola no chão
do espaço.
FOdA.
Vejo um pedaçinho do mundobarulhento em minha frentecomo se fosse o únicovivendo em movimento frenético.Mas o amortecer do meu corposabe das outras localizaçõesonde o silêncio reina calado e incógnitoe onde vivo e morropela telepatia que me coube ao nascer.O meu grito de carnaval é o desejodesse silêncio distante do desfilar.FOdA.
Morenade paixão secularacorda o lembrarrevivesimplesmente.Canta as cordas de nylonconformechama a onda.Sorri o som do encontroroucamentesoao acorde louco.FOdA.
Terra estranha essaa poucos metros do meu portão,ao túnel que me vou transfere todas as feiçõesnem mais sei o que sou.Só sei da paixão do meu clichê recorrenterespirando de forma não contínuaabraçando os chegados que me querema quem recebo afetuosamentena minha inocência inventada.FOdA.
para: Carolina Araujo
O contrair do músculoé uma vida pequenaque nasce e se multiplicaem batidas serenas...como o ano que terminapara outro todo anodesde quando inventaramesse vento chamado tempo.E o relógio na paredeé de inutilidadeperdendo a contagem das voltassomos gente sem idade…gente que brinda a passagemdo sem ano para outrodos ânimos que dobramosclaramente dessa vezagora que não sabemospara que lado no vento sopramos.FOdA.
Há quanto tempo minha voz se congeloupor estar recluso, me recompondo das intempéries das ocasiões.Quando me descubro hojedormente da falta de mim mesmo,prestes a sentir o vulto da tua insanidade,da tua imagem que me mantém contentee que alimenta essa saúde de louco.Minha bela saúde de louco!FOdA.
para: Larissa Landim
Uma vez que o afeto se instalano pequeno beco dos fundosele cresce sem respirosem o ar dos semelhantese não espera algo maisou qualquer algo.Apenas a voz da gentilezaé capaz de abrir todos os ramos do bem.Somente uma pequena doçuraque por mais incrédulaseja única em uma geraçãofaz o mundo desabar em céus azuisem luas cheias e em ondas claras,além das palavras que o sujeito pensa(surreal nas maneiras de hoje).Não por mim mesmo,mas pelo bem dos meus próximos ou distantes,que todos sejam próximos.É o que tua voz deseja.E não é necessário mais do que duas sílabas,tão simples.Duas sílabas da tua vozpara que o mundo seja um só!Que se perpetue tua ternura entre nós.Mas disso eu sei: quero outras de vocêpara outros de mim...Pois, pêndulo me é conveniente,o ciclo do bombear dos meus passosfaz minha locomoção,mas, estático é meu coraçãosem vida nesse planetano espaço em algum lugarsem o cantar do teu dizer sincero.Sobre a natureza é tua doçurae já não resta escrita para representá-laou de alguma forma descrevê-la.É a invenção do sentido do corpoe do envelhecer da eternidade.Tão pouco te ouvi,apenas duas sílabas da tua voz.E sobre elastanto sei o que dizer.FOdA.
A vida novaé a flor da árvore,que cai no copoe provoca a reaçãode quem respirahá décadas.E o som que ouvea vida novaé a piada de meu amigo,barbudo...É a graça do sorrisoe do novo amor.A pequenina vidabrilha ao parir do choro,no primeiro esforçoda respiração.Abraça e beija o pai,que junto se aconchega.No colo, nas mãos suaves,da morena que sorri.E o ar se retémno interior dos três.É a mágica poçãodas boas vindas.FOdA.
O teclar das tuas frasesme cativa, me arrebatae me passa a impressãode uma doçura inesperada.O teu retrato é a surpresade teu ar que escoa puroe insiste no sorriso.Tua cor é meu desejo,tua voz o infinito,teu flutuarno céu de cristasé você por inteira.Teu rosto é agudode curva e de expressão.E a fantasia de vocêé a minha identidade,a minha paisagem.Que música tu emanasque atravessa kilometrosda cidade santaao rio de verão?Poder estenão é de explicação.É da magiado amor incoerenteque viola tudo da genteda cabeça ao coração.FOdA.
para: Joyce Santi
Sou tão pretoque não me enxergo.Sou negro de almanegro de sonho.Negro de amor,negro de pele,de corpo arrepiado.Sou o negro do instantee da eternidade.Negro do cheiro,negro da liberdade.Sou a escultura,as curvas da canção,sou o batuque do coração.Sou vida em todo cantoe sou negro de tão branco.FOdA.
para: Joyce Santi
O que sinto agoranão se escreve.O que posso fazer?Desorganizar em letraso incompreensível?Ou pontuar interrogações?A resposta se vestedo intelecto dos números,onde dois mais doissão cinco.E se fantasia do clichê dessa noite de chuva.Do ar frescoque invade a gargantae que grita nossa afinidadedo saber muito pouco.Do sermos os selvagens,loucos.Os infiéis da realidade,dignos de sentirum do outroo que não pode ser escrito.FOdA.
para: Rodrigo Sanchez
Os postes oblíquos Iluminados de amarelo Da praça Santos Dumont
Com seus troncos deformados Na mesma direção
Preenchem um pedaço Escondido da gente Ainda a ser descoberto
::
E o que virá Quando da revelação Será sol e estrela Por certo
FOdA.
para: Juliana Valerio
E tudo é válidose a alma é límpidae o coração sólidode sonhos híbridos.E a vida é cômicase a falta é plenado modo duplo.E o querer profundoda unidade vívida,da ânsia de ser você,desintegra.Como a palavra que não existee que um dia há de ser ditacom a tua voz na minha boca.FOdA.
para: Juliana Valerio
Pena não édentro de quemsente o sentira falta do herói.E queima o qualquerque vive no embalo.E esquece o que équando olha pra trás.E dá graças a deusao chorar no raiar da manhã.Na grata manhã do esclarecer.FOdA.
para: Juliana Valerio
Por dentrosomos o big bang.Por forauma face quietaque denotaque troca olharespara o inimaginável.Somos criaturas alegrespor termos sentidosa explorar.E somos rostos impregnadoscheios de uma beleza incógnitaa eternizar.Por dentrosomos o último respirarda testa suadade nosso retrato.FOdA.
para: Glaucia Paiva
E quando a lançase curva aos caprichos do vento,te penso nos cachos mais que perfeitos de ontem mesmo.FOdA.
para: Suzana Loureiro
A paz nos cruza de mãos dadas.Passos rápidos,rumo ao oceano de nossa esquina.E ficará a disposição.Só nos basta querer pisar na areiae deixar o som das ondas nos cobrir.FOdA.
para: Juliana Valerio
Árvores iluminadas de sorrisos me cercam.Rodeios de sotaques variados.No aquário do meu bem querer eu vivo.Pelo andar da mais das belas eu vistoo pano de mergulho úmido, do tanto amar você.Quem move as poucas letras da mensagem,no desejo que o mundo da água salgadaafogue nosso breve instante de redençãoabaixo dos braços abertos do cristo sagrado, testemunho e amante.FOdA.
para: Anamaria Gouveia
Dizem que a perfeição não existe.É por isso que eu e você somos um para o outro.FOdA.
para: Carolina Araujo
Eu corro, nado, pedalodas zero as doze.Com tanto,meus ponteiros giram lentos,dizem que o norte é meu prantoo sul é meu encantoe o Rio é meu relento.FOdA.
para: Daniel Caon Alves
Senta na escada para o último cigarro.
Olha a porta aberta pelo vidro transparente.Ouve a canção vinda da casa ao ladoe prepara a cabeça para o repouso aguardado.A semana da gente morde o rabo e gira em círculos.Finge que morre por alguns instantes,mas surge clara, dona e faceirana madrugada da segunda-feira.
FOdA.
para:
Juliana Valerio