segunda-feira, 2 de abril de 2012

SALAME FEBRE

Está fora
De si
Por ti.
Te viu?
Subiu.
No teu?
Cresceu.
Endureceu
Salame meu.


.fandrade

segunda-feira, 21 de março de 2011

o excelêntrico


minha impressão de ti
dizia o amigo scott
bebendo goles de fluido:

estás por vezes muito atrás
por vezes muito a frente
- jamais concêntrico -
concentrado como gente

minha impressão de ti
dizia o amigo scott:
uma espécie de excelêntrico
right on the spot!

.foDa

cwb


minha cidade
é caída

nada mais
nada menos

que a polaca
da minha vida

.foDa

sábado, 12 de março de 2011

o resgate de heloisa


tarde da noite, me deito
de olhos esbugalhados, espreito
tua foto no criado-mudo, deleito
certo que me tens alto, conceito

...

e o coração não sabe mais se brilha

ou se ofusca

tamanha é a violência

da sua busca...

FOdA.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

COMBUSTÃO


Cérebro-torto: queimado-e-morto

FOdA.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

LABOR


Pensar
ao
relento
Meu
trabalho
é

FOdA.

A TURMA


Se um rosto novo pinta
Aquele segue o rumo
Outro chega
Logo trinta

FOdA.

TE VI


Como planando ao vento

[Deitando o corpo à toa
Sob a sombra da cidade]

Ao léu sem movimento

Quase parando o tempo

FOdA.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

LIVE empty


Eu não fui feito pra nascer
Eu não fui feito pra viver
Eu não fui feito pra morrer

Por algum motivo
Eu fui feito pra entender
Que NADA acontece comigo

FOdA.

RIOS DE GRAFITE


Minha alma
Cabe numa lapiseira
Entra pela borracha
Escoa pela ponteira

Em caudalosos
Rios de grafite

FOdA.

domingo, 23 de janeiro de 2011

AMORE


Morrer é dormir
Sem ter hora pra acordar

Viver
É sonhar acordado

Todos os dias
Vivo e morro ao teu lado

FOdA.

NA NOITE DE ONTEM


Na noite de ontem
Sob o céu apaixonado
Pisei com minha alma
Os gravetos do gramado

E entre os pinheiros desse povo mouro
Ergui como troféu: A pinha de ouro!

FOdA.

MATE


Dia do fico

Dia no Largo

Voltei pra minha terra

Preparar um mate amargo

FOdA.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

DESPEDIDA


Despedida não é partida
É servida inteira
Para ser saboreada
Até a última mordida

FOdA.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

POBRE ELDER


O peso do verso na cabeça
Vinha consigo de acompanho
Nos últimos meses
Aquele rebanho

Quando sentiu que urgia mudança
Quanta bonança há de sua vida querer?
Quer rir, brancamente, sorrir
Descobrir?
Quer transformar
O mundo a florir?
Quer explodir?

Nerd de merda
Como se atreve...

FOdA.

O RETORNO


Depois de tanto tempo mergulhado em tramas,
libertas tua alma para o mais simples.
Vais sentir o cheiro da terra no chão.
Da terra que te criou e que agora
devora as entranhas do teu recomeço.

FOdA.

domingo, 16 de janeiro de 2011

THATS ENOUGH


quando eu morrer
e liberar essa carcaça
vou pedir a Deus
pra que eu nunca mais
nasça

FOdA.

sábado, 15 de janeiro de 2011

ERA UMA CHUVA DE VERÃO


Hoje, caiu um temporal.
Pedrinhas de gelo detonaram meu quintal.
O sol ficou puto,
acabou com a festa num minuto.

FOdA.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ALVA DO MEU QUERER


Abres, meu bem.
Colocas o peito ao sol.
Queimas, o leito da pele nua.
Pulmão arqueado,
o suave momento da sobra tua.
Orbitas, alva do meu querer.
Tu és a lua.

FOdA.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O DIA QUE AVANÇA


O dia que avança
parece tudo certo -
teoriza -
imagina o vento perto.
Bate a asa
brisa, se vicia.
Explode e enlouquece.
Ama
continua
respira.
Parafusa
e poesia.

FOdA.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O FUMO


Geográfa.
Se situa.
Ilude
pira
arrasta embora.
Palha-me.
Será que me quer?
Me enrola!

FOdA.

SONO


Quase
A pausa que gere o respiro
Senta : Fita : Deita
Se perde no derreter
Fecha os olhos e desconcentra
Agoniza

Tenta
E vai agora...

dormiu

FOdA.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

IMAGINÁRIOS


Aqui sente-se a vida conectada.
Esse é o momento do planeta.
Quem nos dera fosse sempre assim,
perene.

Se a existência se resumisse ao agora
seríamos todo o êxtase.
E a fase seguinte?
Declaro que ela seja
apenas o mais simples.

Enquanto o ar teimar em florescer
essa alucinação,
essa perfeita conexão.
Enquanto houver a face lisa e saudável
de nosso irmão,
declaro o desejo de que sejamos
apenas o imaginário!

FOdA.

quinta-feira, 25 de março de 2010

O FUNDAMENTAL


Sabe da formalidade do caderno aberto
das linhas retas da cabeça do poeta?

Sabe o esvaziar do copo da bebida,
na medida em que os pensamentos escapam
e que as frases se formam
procurando o vagar dos sentimentos?

Sabe quando o barulho dos cegos
guiados em plena reta
penetra na porta aberta dos sentidos
na pouca luz
na penumbra da tua casa?

Sabe que o sossego da vida
pena a se estabelecer
quando há muita voz que deveria ser silêncio?

Isso tudo não se pode ignorar.

FOdA.

GURI


Nessa vida juvenil
que o guri vive de presente
veste roupas leves,
diariamente.
Respira o ar da relva com frequência,
repetidamente.
E no intervalo entre fotos
passeia longe na escuridão
da beleza inesquecível das cores
revelada a cada instante
por trás da pele de seus olhos.

FOdA.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

PEDRAS E PEDREGULHOS


Há pedras e pedregulhos
terreno acidentado e o aclive
e a vida se contorna
no movimento de cada passo
na mira da intenção
de entrarmos com a sola no chão
do espaço.

FOdA.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

GRITO DE CARNAVAL


Vejo um pedaçinho do mundo
barulhento em minha frente
como se fosse o único
vivendo em movimento frenético.

Mas o amortecer do meu corpo
sabe das outras localizações
onde o silêncio reina calado e incógnito
e onde vivo e morro
pela telepatia que me coube ao nascer.

O meu grito de carnaval é o desejo
desse silêncio distante do desfilar.

FOdA.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

ROUCAMENTE


Morena
de paixão secular
acorda o lembrar
revive
simplesmente.

Canta
as cordas de nylon
conforme
chama a onda.

Sorri
o som do encontro
roucamente
soa
o acorde louco.

FOdA.

MEUS CHEGADOS


Terra estranha essa
a poucos metros do meu portão,
ao túnel que me vou transfere todas as feições
nem mais sei o que sou.

Só sei da paixão do meu clichê recorrente
respirando de forma não contínua
abraçando os chegados que me querem
a quem recebo afetuosamente
na minha inocência inventada.

FOdA.

para: Carolina Araujo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

POEMA DE PRIMEIRO DE JANEIRO


O contrair do músculo
é uma vida pequena
que nasce e se multiplica
em batidas serenas...

como o ano que termina
para outro todo ano
desde quando inventaram
esse vento chamado tempo.

E o relógio na parede
é de inutilidade
perdendo a contagem das voltas
somos gente sem idade…

gente que brinda a passagem
do sem ano para outro
dos ânimos que dobramos
claramente dessa vez
agora que não sabemos
para que lado no vento sopramos.

FOdA.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

SAÚDE DE LOUCO


Há quanto tempo minha voz se congelou
por estar recluso,
me recompondo das intempéries das ocasiões.
Quando me descubro hoje
dormente da falta de mim mesmo,
prestes a sentir o vulto da tua insanidade,
da tua imagem que me mantém contente
e que alimenta essa saúde de louco.
Minha bela saúde de louco!

FOdA.

para: Larissa Landim

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

DUAS SÍLABAS


Uma vez que o afeto se instala
no pequeno beco dos fundos
ele cresce sem respiro
sem o ar dos semelhantes
e não espera algo mais
ou qualquer algo.

Apenas a voz da gentileza
é capaz de abrir todos os ramos do bem.
Somente uma pequena doçura
que por mais incrédula
seja única em uma geração
faz o mundo desabar em céus azuis
em luas cheias e em ondas claras,
além das palavras que o sujeito pensa
(surreal nas maneiras de hoje).

Não por mim mesmo,
mas pelo bem dos meus próximos ou distantes,
que todos sejam próximos.
É o que tua voz deseja.
E não é necessário mais do que duas sílabas,
tão simples.

Duas sílabas da tua voz
para que o mundo seja um só!
Que se perpetue tua ternura entre nós.
Mas disso eu sei: quero outras de você
para outros de mim...

Pois, pêndulo me é conveniente,
o ciclo do bombear dos meus passos
faz minha locomoção,
mas, estático é meu coração
sem vida nesse planeta
no espaço em algum lugar
sem o cantar do teu dizer sincero.

Sobre a natureza é tua doçura
e já não resta escrita para representá-la
ou de alguma forma descrevê-la.
É a invenção do sentido do corpo
e do envelhecer da eternidade.

Tão pouco te ouvi,
apenas duas sílabas da tua voz.
E sobre elas
tanto sei o que dizer.

FOdA.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A FLOR DA ÁRVORE


A vida nova
é a flor da árvore,
que cai no copo
e provoca a reação
de quem respira
há décadas.

E o som que ouve
a vida nova
é a piada de meu amigo,
barbudo...
É a graça do sorriso
e do novo amor.

A pequenina vida
brilha ao parir do choro,
no primeiro esforço
da respiração.

Abraça e beija o pai,
que junto se aconchega.
No colo, nas mãos suaves,
da morena que sorri.

E o ar se retém
no interior dos três.
É a mágica poção
das boas vindas.

FOdA.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

JOY


O teclar das tuas frases
me cativa, me arrebata
e me passa a impressão
de uma doçura inesperada.

O teu retrato é a surpresa
de teu ar que escoa puro
e insiste no sorriso.

Tua cor é meu desejo,
tua voz o infinito,
teu flutuar
no céu de cristas
é você por inteira.

Teu rosto é agudo
de curva e de expressão.
E a fantasia de você
é a minha identidade,
a minha paisagem.

Que música tu emanas
que atravessa kilometros
da cidade santa
ao rio de verão?

Poder este
não é de explicação.
É da magia
do amor incoerente
que viola tudo da gente
da cabeça ao coração.

FOdA.

para: Joyce Santi

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

APARTE PRETO


Sou tão preto
que não me enxergo.
Sou negro de alma
negro de sonho.
Negro de amor,
negro de pele,
de corpo arrepiado.
Sou o negro do instante
e da eternidade.
Negro do cheiro,
negro da liberdade.
Sou a escultura,
as curvas da canção,
sou o batuque do coração.
Sou vida em todo canto
e sou negro
de tão branco.

FOdA.

para: Joyce Santi

sábado, 22 de agosto de 2009

O QUE NÃO SE ESCREVE


O que sinto agora
não se escreve.
O que posso fazer?
Desorganizar em letras
o incompreensível?
Ou pontuar interrogações?

A resposta se veste
do intelecto dos números,
onde dois mais dois
são cinco.

E se fantasia do clichê
dessa noite de chuva.
Do ar fresco
que invade a garganta
e que grita nossa afinidade
do saber muito pouco.

Do sermos os selvagens,
loucos.
Os infiéis da realidade,
dignos de sentir
um do outro
o que não pode ser escrito.

FOdA.

para: Rodrigo Sanchez

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

OS POSTES DA PRAÇA SANTOS DUMONT


Os postes oblíquos Iluminados de amarelo Da praça Santos Dumont
Com seus troncos deformados Na mesma direção
Preenchem um pedaço Escondido da gente Ainda a ser descoberto

::

E o que virá Quando da revelação Será sol e estrela Por certo

FOdA.

para: Juliana Valerio

terça-feira, 11 de agosto de 2009

LIVREMENTE SER


E tudo é válido
se a alma é límpida
e o coração sólido
de sonhos híbridos.

E a vida é cômica
se a falta é plena
do modo duplo.

E o querer profundo
da unidade vívida,
da ânsia de ser você,
desintegra.

Como a palavra que não existe
e que um dia há de ser dita
com a tua voz na minha boca.

FOdA.

para: Juliana Valerio

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A DESCOBERTA


Pena não é
dentro de quem
sente o sentir
a falta do herói.

E queima o qualquer
que vive no embalo.
E esquece o que é
quando olha pra trás.

E dá graças a deus
ao chorar no raiar da manhã.
Na grata manhã do esclarecer.

FOdA.

para: Juliana Valerio

quarta-feira, 22 de julho de 2009

SOMOS


Por dentro
somos o big bang.
Por fora
uma face quieta
que denota
que troca olhares
para o inimaginável.

Somos criaturas alegres
por termos sentidos
a explorar.
E somos rostos impregnados
cheios de uma beleza incógnita
a eternizar.

Por dentro
somos o último respirar
da testa suada
de nosso retrato.

FOdA.

para: Glaucia Paiva

domingo, 19 de julho de 2009

ONTEM


E quando a lança
se curva aos caprichos do vento,
te penso nos cachos
mais que perfeitos de ontem mesmo.

FOdA.

para: Suzana Loureiro

LA PAZ


A paz nos cruza de mãos dadas.
Passos rápidos,
rumo ao oceano de nossa esquina.
E ficará a disposição.
Só nos basta querer pisar na areia
e deixar o som das ondas nos cobrir.

FOdA.

para: Juliana Valerio

ENTREVIDAS


Árvores iluminadas de sorrisos me cercam.
Rodeios de sotaques variados.
No aquário do meu bem querer eu vivo.
Pelo andar da mais das belas eu visto
o pano de mergulho úmido, do tanto amar você.
Quem move as poucas letras da mensagem,
no desejo que o mundo da água salgada
afogue nosso breve instante de redenção
abaixo dos braços abertos do cristo
sagrado, testemunho e amante.

FOdA.

para: Anamaria Gouveia

O OUTRO


Dizem que a perfeição não existe.
É por isso que eu e você
somos um para o outro.

FOdA.

para: Carolina Araujo

MEUS PONTEIROS


Eu corro, nado, pedalo
das zero as doze.
Com tanto,
meus ponteiros giram lentos,
dizem que o norte é meu pranto
o sul é meu encanto
e o Rio é meu relento.

FOdA.

para: Daniel Caon Alves

POESIA DE DOMINGO


Senta na escada para o último cigarro.
Olha a porta aberta pelo vidro transparente.

Ouve a canção vinda da casa ao lado
e prepara a cabeça para o repouso aguardado.

A semana da gente morde o rabo e gira em círculos.
Finge que morre por alguns instantes,
mas surge clara, dona e faceira
na madrugada da segunda-feira.

FOdA.

para: Juliana Valerio