sábado, 22 de agosto de 2009

O QUE NÃO SE ESCREVE


O que sinto agora
não se escreve.
O que posso fazer?
Desorganizar em letras
o incompreensível?
Ou pontuar interrogações?

A resposta se veste
do intelecto dos números,
onde dois mais dois
são cinco.

E se fantasia do clichê
dessa noite de chuva.
Do ar fresco
que invade a garganta
e que grita nossa afinidade
do saber muito pouco.

Do sermos os selvagens,
loucos.
Os infiéis da realidade,
dignos de sentir
um do outro
o que não pode ser escrito.

FOdA.

para: Rodrigo Sanchez

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

OS POSTES DA PRAÇA SANTOS DUMONT


Os postes oblíquos Iluminados de amarelo Da praça Santos Dumont
Com seus troncos deformados Na mesma direção
Preenchem um pedaço Escondido da gente Ainda a ser descoberto

::

E o que virá Quando da revelação Será sol e estrela Por certo

FOdA.

para: Juliana Valerio

terça-feira, 11 de agosto de 2009

LIVREMENTE SER


E tudo é válido
se a alma é límpida
e o coração sólido
de sonhos híbridos.

E a vida é cômica
se a falta é plena
do modo duplo.

E o querer profundo
da unidade vívida,
da ânsia de ser você,
desintegra.

Como a palavra que não existe
e que um dia há de ser dita
com a tua voz na minha boca.

FOdA.

para: Juliana Valerio

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

A DESCOBERTA


Pena não é
dentro de quem
sente o sentir
a falta do herói.

E queima o qualquer
que vive no embalo.
E esquece o que é
quando olha pra trás.

E dá graças a deus
ao chorar no raiar da manhã.
Na grata manhã do esclarecer.

FOdA.

para: Juliana Valerio